Como desenvolver Inteligência Emocional?

Para desenvolver a inteligência emocional, é necessário desenvolver a capacidade de conhecer e controlar melhor as emoções, isso nos permite alcançar nossos objetivos com mais facilidade, sejam eles profissionais ou pessoais. Desta forma, este quociente emocional, é a chave para o sucesso e crescimento das pessoas.

A falta de controle sobre suas emoções, pode fazer com que não reconheça as próprias fraquezas, trazendo desconfiança de emoções próprias e incapacidade de entender ao outro. Também pode fazer que sejamos inconstantes, e fujamos de nossas metas e responsabilidades, em momentos de estresse, podemos perder a sensibilidade no trato com amigos e familiares.

Em tudo que fazemos e realizamos na vida, ativamos nossas emoções. Com um maior controle de nossas emoções, encontramos recursos de gerenciamento para sermos prudentes, intuitivos e racionais.

Pessoas emocionalmente inteligentes conseguem se conhecer e entender melhor o que outras pessoas estão sentindo. A partir disso, ter sucesso e satisfação em todas as áreas da vida, de uma forma mais consciente e equilibrada, fica mais fácil.

Desenvolvendo autoconhecimento

Essa é uma fase essencial para que você encontre equilíbrio. De nada adianta se lançar a novas fases, com complexos desafios profissionais e pessoais, se você não se conhece. Um caminho seguro é a terapia, com um bom profissional de psicologia. O autoconhecimento surge quando investigamos nossas ações e reações. Sendo sincero durante este processo é possível avaliar nossas habilidades e pontos a serem melhorados.

Como reagimos em cada situação? O que sentimos e como poderíamos agir de outra forma, caso percebamos ser preciso mudar.

Estudando nossas emoções, podemos analisar quando e como elas surgem para determinar como afetam nossas decisões.

Elas comprometem nossa vida pessoal e profissional?

Quantas vezes agimos totalmente dominado pelas emoções? Quais foram as consequências?

Seja sincero consigo neste processo de autoconhecimento, a sinceridade possibilitará que tenha condições de avaliar suas habilidades sem mascarar defeitos e problemas dos quais possa se esquivar e que já estão incutidos nas situações.

Desenvolvendo autocontrole

Só conseguimos encontrar o controle sobre nossas ações se nos conhecermos bem, se pudermos antecipar decisões baseadas em nossas emoções.

Aprendendo a administrar nossos impulsos, desenvolvemos condições de nos adaptar às diversas situações que nos são apresentadas no dia a dia. Como parte do autogerenciamento, podemos pensar sobre qual teria sido a melhor reação, como poderíamos ter agido para evitar o problema e alcançar um resultado melhor.

Para desenvolver autocontrole é necessário nos flexibilizar em momentos de pressão. Somente com a mudança de comportamento será possível atingir objetivos desejados.

Desenvolvendo motivação

Motivação é um agente modificador, serve para andar em direção ao objetivo que se pretende alcançar. Desenvolver atenção plena e manter o foco é essencial para desenvolver e melhorar o rendimento sem se dispersar e desanimar quando surgirem os primeiros obstáculos. Saber se motivar, é encontrar formas de ter o melhor comportamento diante das dificuldades. Não tenha medo de fracassar, pois ele é apenas um resultado temporário. Foque no futuro, trabalhando sempre em busca do sucesso. Saber lidar com nossas falhas, são fatores decisivos para alcançar nossos desejos, sejam eles quais forem.

Para encontrar motivação, pergunte-se constantemente o que precisa fazer para atingir seu objetivo, e o que podemos fazer para superar nossos obstáculos e desafios, sem ter medo de perder ou ganhar.

Entregar-se facilmente aos desafios, sem motivação e se deixar levar por uma rotina sem propósito, poderá te levar à depressão. Para evitar este caminho de ciladas, sem levar a lugar nenhum, certifique-se do seu real objetivo e construa um caminho positivo até ele.

Desenvolvendo relação e conhecimento sobre outras pessoas

Somos seres sociais, precisamos de interação com outras pessoas. Seja qual for seu interesse: network, negócios, amizades, um namoro, sempre há uma troca, e sempre necessitamos da aceitação de pessoas, muitas vezes, completamente diferentes de nós. O importante é entendermos que devemos nos preocupar em reduzir tensões desnecessárias, especialmente para evitarmos conflitos.

Perder a cabeça, raramente se torna produtivo e positivo, isso acaba levando a uma perda de tempo, constrangimento, e deixando objetivos sinceros de lado por conta de interpretações, que muitas vezes, podem ser contornadas por atitudes comportamentais diferentes. Entender e perceber como as pessoas próximas se sentem e se comportam, fortalece os relacionamentos e ajuda a aumentar sua Inteligência Emocional. Compreender os sentimentos das outras pessoas é o primeiro passo para criar uma proximidade maior e conquistar a confiança de alguém, fazendo com que a relação seja mais equilibrada.

Perceber as qualidades, talentos, comportamentos e dificuldades das pessoas é uma oportunidade de verificar se suas crenças internas não estão baseadas em preconceito e devem ser ressignificadas.

Desenvolvendo Liderança

Nas habilidades de um líder estão: carisma, paciência, respeito, disciplina e a capacidade de influenciar os demais. Liderar é saber gerenciar conflitos e personalidades diversas, administrar disputas internas, construir alianças positivas e colaborar com o trabalho de todos. Habilidades de liderança devem ser desenvolvidas a partir de nossas próprias emoções.

5 dicas para evitar a procrastinação e melhorar o gerenciamento do seu tempo

A procrastinação é o padrão comportamental de adiamento de tarefas e inação, resulta em um dos principais obstáculos para melhorar o desempenho e alcançar metas. Identificar fatores subjacentes que mantêm o problema são formas eficazes de lidar com a procrastinação.

As principais causas da procrastinação:

Ansiedade: resultado emocional de perceber a tarefa como uma ameaça para sua autoestima.

Baixa tolerância à frustração: refere-se a perceber-se incapaz de suportar frustrações, atividades difíceis ou entediantes, sentimentos desconfortáveis, entre outros.

Rebeldia: a pessoa adia a realização da tarefa como forma de expressar raiva pela pessoa que a delegou ou propôs.

Outros tipos de procrastinação:

– Sonho: metas irrealistas.

– Preocupação: teme que o resultado não corresponda ao esperado.

– Crise de último minuto: relaciona-se com a crença de que o indivíduo trabalha de forma mais eficaz sob pressão.

– Desafiador: a pessoa adia tarefas de maneira agressiva para que os outros vejam que não estão no controle dela.

– Excesso de tarefas: incapacidade de estabelecer prioridades e delegar, o que leva a trabalho extra e adiamento de atividades.

Para se gerenciar o tempo, é necessário gerenciar emoções. O gerenciamento do tempo com base apenas na identificação de tarefas importantes e prioritárias não é o suficiente para que se consiga sustentar uma nova atitude em relação a como utiliza seu dia. O que está por trás do mau uso do tempo são questões emocionais. Se as emoções não são gerenciadas, dificilmente ocorrerá mudanças de hábito e comportamento. O gerenciamento de tarefas depende de como a pessoa se autogerencia.

5 dicas para evitar a procrastinação e melhorar o gerenciamento do seu tempo.

  1. Escolha de atividades com base em sua importância;
  2. Alinhe as atividades com metas e valores;
  3. Faça suas atividades em momentos do seu dia que tenha mais foco e motivação;
  4. Examine suas crenças subjacentes;
  5. Estabeleça um plano de ação e sistematize;

A psicologia pode contribuir com a reflexão de assumir um novo diálogo interno, encorajando-se elementos mais flexíveis e lógicos que caracterizem o novo repertório que será construído.

Sobre o Estresse

Estresse é a reação do organismo a um agente estressor que inclui componentes fisiológicos e cognitivos.

Nosso organismo sofre a síndrome de adaptação geral que compreende três fases: alarme, resistência e exaustão.

Alarme: o organismo reage tanto lutando quanto fugindo (ou paralisando) por meio da ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-suprarrenal (HHSR) e da secreção de cortisol.

– Resistência: é mobilização da reação à ameaça, durante a fase da resistência o organismo tenta lidar ativamente com o estresse, mobilizando recursos, energia e o comportamento para resolver ativamente os problemas enfrentados. Após a mobilização contínua de recursos e o manejo, o organismo começa um processo de descompensação.

 – Exaustão: marcada por falha das respostas defensivas e de manejo, problemas digestivos, fadigas, agitação, insônia e irritabilidade.

O estresse ativa o Sistema Nervoso Simpático (SNS) levando a uma liberação de noradrenalina que estimula os órgãos, intensifica os processos respiratórios e o ritmo cardíaco, aumenta a força e a energia disponíveis para os músculos e prepara o organismo para lutar e fugir.

O Sistema Símpático Adrenomedular também ativa adrenalina e noradrenalina afetando de forma redundante o ritmo cardíaco, transpiração, força muscular e outras funções. (Aldwin, 2007; Gevirtz, 2007).

O eixo HHSR é ativado de forma lenta em resposta ao estresse. Ativa primeiramente o hipotálamo, que secreta hormônio liberador de corticotrofina, que, por sua vez estimula a hipófise, liberando hormônio adrenocorticotrófico o qual ativa o córtex suprarrenal e libera corticosteroides.

Esta atividade prolongada suprime os sistemas imunes, causa exaustão ao indivíduo e pode resultar em maior vulnerabilidade a doenças.

O senso de urgência pode ter um impacto grave no estresse. A sobrecarga de compromissos, e a dificuldade de priorizar tarefas, dificuldade de largar uma tarefa para assumir outra, múltiplas tarefas e enxergar o tempo como insuficiente geram respostas imediatas de apreensão, pânico e emergência.

O processo que compete dentro do corpo com a reação do estresse é a reação de relaxamento. Relaxar significa ativar o Sistema Nervoso Parassimpático (SNP), colocando um freio nas mudanças fisiológicas que acompanham a reação de luta ou fuga.

A reação de relaxamento pode ser ativada por exercícios de relaxamento, meditação, esportes, massagem, acupuntura e etc.

A terapia tem um papel importante na identificação e ressignificação dos agentes estressores,  desta forma buscando estratégias para redução do estresse e melhora na qualidade de vida do paciente.