5 dicas para evitar a procrastinação e melhorar o gerenciamento do seu tempo

A procrastinação é o padrão comportamental de adiamento de tarefas e inação, resulta em um dos principais obstáculos para melhorar o desempenho e alcançar metas. Identificar fatores subjacentes que mantêm o problema são formas eficazes de lidar com a procrastinação.

As principais causas da procrastinação:

Ansiedade: resultado emocional de perceber a tarefa como uma ameaça para sua autoestima.

Baixa tolerância à frustração: refere-se a perceber-se incapaz de suportar frustrações, atividades difíceis ou entediantes, sentimentos desconfortáveis, entre outros.

Rebeldia: a pessoa adia a realização da tarefa como forma de expressar raiva pela pessoa que a delegou ou propôs.

Outros tipos de procrastinação:

– Sonho: metas irrealistas.

– Preocupação: teme que o resultado não corresponda ao esperado.

– Crise de último minuto: relaciona-se com a crença de que o indivíduo trabalha de forma mais eficaz sob pressão.

– Desafiador: a pessoa adia tarefas de maneira agressiva para que os outros vejam que não estão no controle dela.

– Excesso de tarefas: incapacidade de estabelecer prioridades e delegar, o que leva a trabalho extra e adiamento de atividades.

Para se gerenciar o tempo, é necessário gerenciar emoções. O gerenciamento do tempo com base apenas na identificação de tarefas importantes e prioritárias não é o suficiente para que se consiga sustentar uma nova atitude em relação a como utiliza seu dia. O que está por trás do mau uso do tempo são questões emocionais. Se as emoções não são gerenciadas, dificilmente ocorrerá mudanças de hábito e comportamento. O gerenciamento de tarefas depende de como a pessoa se autogerencia.

5 dicas para evitar a procrastinação e melhorar o gerenciamento do seu tempo.

  1. Escolha de atividades com base em sua importância;
  2. Alinhe as atividades com metas e valores;
  3. Faça suas atividades em momentos do seu dia que tenha mais foco e motivação;
  4. Examine suas crenças subjacentes;
  5. Estabeleça um plano de ação e sistematize;

A psicologia pode contribuir com a reflexão de assumir um novo diálogo interno, encorajando-se elementos mais flexíveis e lógicos que caracterizem o novo repertório que será construído.

Sobre o Estresse

Estresse é a reação do organismo a um agente estressor que inclui componentes fisiológicos e cognitivos.

Nosso organismo sofre a síndrome de adaptação geral que compreende três fases: alarme, resistência e exaustão.

Alarme: o organismo reage tanto lutando quanto fugindo (ou paralisando) por meio da ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-suprarrenal (HHSR) e da secreção de cortisol.

– Resistência: é mobilização da reação à ameaça, durante a fase da resistência o organismo tenta lidar ativamente com o estresse, mobilizando recursos, energia e o comportamento para resolver ativamente os problemas enfrentados. Após a mobilização contínua de recursos e o manejo, o organismo começa um processo de descompensação.

 – Exaustão: marcada por falha das respostas defensivas e de manejo, problemas digestivos, fadigas, agitação, insônia e irritabilidade.

O estresse ativa o Sistema Nervoso Simpático (SNS) levando a uma liberação de noradrenalina que estimula os órgãos, intensifica os processos respiratórios e o ritmo cardíaco, aumenta a força e a energia disponíveis para os músculos e prepara o organismo para lutar e fugir.

O Sistema Símpático Adrenomedular também ativa adrenalina e noradrenalina afetando de forma redundante o ritmo cardíaco, transpiração, força muscular e outras funções. (Aldwin, 2007; Gevirtz, 2007).

O eixo HHSR é ativado de forma lenta em resposta ao estresse. Ativa primeiramente o hipotálamo, que secreta hormônio liberador de corticotrofina, que, por sua vez estimula a hipófise, liberando hormônio adrenocorticotrófico o qual ativa o córtex suprarrenal e libera corticosteroides.

Esta atividade prolongada suprime os sistemas imunes, causa exaustão ao indivíduo e pode resultar em maior vulnerabilidade a doenças.

O senso de urgência pode ter um impacto grave no estresse. A sobrecarga de compromissos, e a dificuldade de priorizar tarefas, dificuldade de largar uma tarefa para assumir outra, múltiplas tarefas e enxergar o tempo como insuficiente geram respostas imediatas de apreensão, pânico e emergência.

O processo que compete dentro do corpo com a reação do estresse é a reação de relaxamento. Relaxar significa ativar o Sistema Nervoso Parassimpático (SNP), colocando um freio nas mudanças fisiológicas que acompanham a reação de luta ou fuga.

A reação de relaxamento pode ser ativada por exercícios de relaxamento, meditação, esportes, massagem, acupuntura e etc.

A terapia tem um papel importante na identificação e ressignificação dos agentes estressores,  desta forma buscando estratégias para redução do estresse e melhora na qualidade de vida do paciente.