10 emoções que as pessoas tentam evitar, mas deveriam usar para seu autodesenvolvimento

Devemos cultivar nosso jardim

Voltaire

Muitas vezes sentimos emoções negativas, emoções que se não soubermos como tirar o melhor delas, podem nos levar a destruição e ruína. O grande desafio é aprender identificá-las e saber extrair lições e soluções para elas.

 

Tony Robbins é um famoso escritor que identifica em seu livro: Desperte o seu Gigante Interior 10 destas emoções primárias, que provavelmente todos nós já sentimos em algum momento da vida.

 

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Vamos conhece-las:


  1. Desconforto

 

 

O desconforto apesar de não gerar uma carga de intensidade alta em nosso organismo gera uma sensação de que as coisas não estão indo bem. Por exemplo: acredito que todos estejam vivendo atualmente algum tipo de desconforto com esta situação mundial de pandemia.

Como todas as emoções se não forem resolvidas, a sensação de desconforto poderá se intensificar e gerar mais dor. Então, nossa imaginação e expectativa podem tornar a dor dez vezes mais intensa do que tudo que podemos experimentar na vida real.

Sendo assim, o desconforto serve para nos fazer ter ação, criar enfrentamento, faz com que tenhamos que escolher, decidir o que é melhor para nós.

Desenvolver a habilidade de aprimorar ações e decidir é muito importante para nosso desenvolvimento, faz com que mude a maneira como nos sentimos em relação a qualidade dos resultados que conquistamos em nossas vidas.

Quando uma ameaça parece ser maior do que ela realmente é, se temos a expectativa de dor, em níveis intensos, desenvolvemos sinal de ação.

O tédio, impaciência, apreensão, aflição ou um embaraço brando transmitem a mensagem de que algo não está muito certo e talvez a maneira como percebemos as coisas estejam desviadas.


  1. Medo

Preocupação intensa, apreensão, ansiedade, pavor e até mesmo terror são níveis de emoções ligadas ao medo. Nosso organismo está nos alertando para algo que vai acontecer em breve. A maioria das pessoas se comportam de forma a se entregar intensamente ao medo ou a ignorar. . 

Fingir que o perigo não existe ou se entregar ao medo a ponto de amplifica-lo pode realmente gerar problemas. Mas às vezes, assumir sabendo que fez tudo o que era possível para se preparar para aquilo que teme, é assumir uma posição de antídoto ao medo, e que a maioria dos medos na vida raramente se realiza.

O enfrentamento e a exposição são o melhor remédio para o combate do medo, um bom remédio é analisar aquilo de que sente medo e avaliar o que fazer para se preparar mentalmente. Quando se fez tudo o que se podia fazer para enfrentá-lo e mesmo assim ele persistir, devemos assumir uma decisão de fé.


  1. Mágoa

A mágoa pode ser muito específica, parece estar entre a campeã nos relacionamentos humanos, tanto pessoais como profissionais. Quando sentimos a emoção de mágoa ela geralmente parece estar associada ao sentimento de perda. É muito comum pessoas magoadas descarregam suas emoções nas outras.

A mágoa nos diz que a expectativa não foi correspondida, ela aparece com a falta de cumprimento de palavras, uma perda de intimidade com a pessoa e confiança.

Só que na realidade, talvez a mágoa faça com que a pessoa não perceba o impacto de suas próprias ações na sua vida. 

Reavaliar a situação e se questionar se houve uma perda real ali, ou se é julgamento precipitado é uma boa alternativa, conversar de uma forma elegante e apropriada sobre seu sentimento em relação a pessoa envolvida também pode ajudar a esclarecer as coisas. Se a mágoa persistir ela vai se transformar em raiva.

Uma reflexão que na realidade você pode não ter perdido coisa alguma e talvez o que precise perder seja a falsa percepção de que essa pessoa está tentando feri-la ou magoá-la.

Será que não estou julgando a situação de forma precipitada e com excessivo rigor?

Dizer a pessoa envolvida de um jeito elegante e apropriado, seu sentimento de perda em relação ao ocorrido.


  1. Raiva 

Raiva contempla da irritação ligeira ao ressentimento de fúria. Geralmente ela quer nos dizer que uma norma ou padrão importante que sustentamos por toda a vida foi violado, até mesmo por nós mesmos.

A presença de raiva é uma excelente oportunidade para reavaliar nossas crenças pessoais se são irracionais ou não, afinal, não somos o centro do universo. 

Afinal de contas, o que podemos aprender com ela? Se ela não for sanada pode gerar frustração.


  1. Frustração

Iniciamos o comportamento de frustração em momentos que sentimos que estamos cercados por bloqueios em nossas vidas, enviamos um esforço incessante, mas não recebemos recompensas.

Isso significa que seu cérebro acredita que poderia estar se saindo melhor, a solução do problema está ao seu alcance, mas que tudo o que você fez até agora não funcionou e precisa mudar seu comportamento para alcançar o objetivo.

Significa que temos que nos tornar flexíveis.


  1. Desapontamento

O desapontamento pode ser uma emoção bastante destrutiva, e se faz necessário lidar com ela o mais rápido possível.

É um sentimento do tipo: “fui deixado na mão”, de que sempre vamos perder algo para sempre. Sempre que esperamos mais do que recebemos, ficamos tristes, e isso é o desapontamento.

As vezes é necessário mudar as expectativas para que elas se tornem realidade. Um bom exemplo é quando nos empenhamos tanto por algo que não acontecerá por vários motivos que não estão sob nosso controle.  A melhor forma é iniciar uma ação para alcançar de imediato um novo objetivo. Aprender com a situação para não se repetir no futuro. 

Ter um plano B sempre. 


  1. Culpa

As emoções de culpa, remorso e arrependimento estão entre os sentimentos que os seres humanos mais evitam na vida. São emoções dolorosas que experimentamos, mas possuem uma função valiosa.

A culpa significa que violamos nossos padrões mais elevados e temos que fazer alguma coisa imediatamente para que não voltemos a violar no futuro. Quando a dor está vinculada de forma suficiente a um comportamento, tentamos mudá-lo. É uma pena que muitos tentam lidar com seu sentimento de culpa por negação e supressão.

Infelizmente algumas pessoas conseguem derrotar a si mesmas, mental e emocionalmente, porque sempre deixam de corresponder aos padrões que se fixaram, em quase todas as áreas da sua vida. Neste caso as pessoas experimentam o sentimento de inadequação.


  1. Inadequação

Inadequação é um sentimento de desmerecimento e ocorre sempre que não conseguimos fazer alguma coisa que deveríamos fazer, simplesmente isso representa uma inabilidade para tarefa pertinente ao momento. São necessários um esforço em desenvolver mais informação, compreensão, estratégias, instrumentos de adaptação ou confiança. É sempre importante em primeiro lugar, compreender porque estamos nos sentindo inadequados para depois tomar uma ação a respeito.

  1. Sobrecarga ou sufoco

Sentimentos de pesar, depressão e desamparo fazem parte de sentimentos de sobrecarga e sufoco. Quando não há nenhum significado fortalecedor para algo que ocorreu sentimos um pesar, geralmente está ligado a situações que estão fora de nosso controle.

  1. Solidão

Qualquer coisa que nos faz sentir sozinhos, apartados ou separados remete ao sentimento de solidão. Sentir solidão significa que você precisa de uma ligação com as pessoas. Algumas pessoas confundem isso com ligação sexual ou intimidade imediata, mas depois sentem-se frustradas. Por isso é necessário compreender que você pode se projetar e estabelecer uma ligação imediatamente, existem pessoas interessadas em toda parte. Identificar que tipo de ligação é necessário, talvez uma amizade simples para conversar com alguém ou simplesmente uma pessoa com quem possa rir.

Lembrar a si mesmo que a coisa sensacional em ser solitário é o fato de que “Eu realmente me importo com as pessoas e adoro ter companhia”.

 

 

Coronavírus a solta: como manter equilibrio emocional em tempos de quarentena e isolamento?

A importância de manter saúde mental durante a pandemia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou Pandemia global no dia 11/03 e o Brasil teve seu primeiro paciente identificado, e até então os casos só vêm aumentando.

O Coronavírus (COVID-19) já atingiu transmissão comunitária, isto é, o vírus já não está mais entre pessoas que tiveram contato com pacientes vindos de outros países, e sim com contaminações entre pessoas que contraíram o vírus aqui no Brasil.

Especialistas da área dizem que o número de infectados irá crescer exponencialmente, o que poderá ocasionar o contágio de milhares de pessoas em pouco tempo por todo o Brasil. 

O vírus está se espalhando entre nós assim como a  quantidade massiva de informações (e também desinformações) por meios de comunicação como jornais, noticiários, internet, mídias sociais e grupos de mensagens gerando medo, ansiedade, pânico e angústia na população. O número de incertezas e as constantes notícias sobre a pandemia podem ser muito informações para assimilar.

Preocupar-se com as notícias é coerente e até mesmo desejável para estarmos em segurança, mas, para muitas pessoas, isso pode aumentar alguns problemas já existentes. 

Entretanto o medo e o pânico coletivo podem fazer com que as pessoas ignorem as recomendações de evitar aglomerações e aderir quarentenas; assumir tratamentos sem qualquer embasamento científico e esgotarem recursos básicos de uma região, como mercados e farmácias, sem necessidade.

É muito importante manter o equilíbrio emocional.

Enfrentando a quarentena

A quarentena pode apenas ser um momento diferente no nosso dia a dia, obviamente ninguém gosta de quebrar a rotina e hábitos e atividades sociais. Aproveite para dar mais atenção às pequenas coisas e simples da vida e da sua casa. Talvez assistir aquela série que você tanto gosta, ou até mesmo ter mais tempo para estudar, fazer um curso online ou ler um livro.

Todos estamos passando pela mesmo estresse

A melhor coisa a se fazer é não julgar, todos estão vivendo a mesma situação, com formas de enfrentamentos diferentes, uns com mais medo, outros mais ansiosos e preocupados, outros mais solidários como os idosos, mas a realidade da pandemia está presente no aqui e agora para todos.

Limite-se e seja criterioso com as notícias que têm acesso

Infelizmente existe muita gente dedicada a espalhar o pânico com fake news, então tenha fontes seguras de informação, não acredite em notícias absurdas e estabeleça um horário se possível para checar as informações. Precisamos desafogar nossas cabeças com o excesso de informações para mantermos um mínimo de equilíbrio mental.

Se for para divulgar alguma notícia, que seja positiva!

Desligue-se um pouco das redes sociais

Ficar falando sobre a doença o tempo todo pode acabar aumentando a sensação de medo e, até mesmo, aflorar o pânico. Isso pode ser chamado de gatilho, que é quando algo ou alguém desperta uma sensação ruim em outra pessoa piorando doenças já existentes, como a ansiedade e a síndrome do pânico. 

Se for necessário, saia de grupos de mensagens. Seus amigos e familiares irão entender os seus motivos. Mas, mesmo saindo dos grupos, não perca o contato com as pessoas. 

Continue conectado com as pessoas que são queridas mesmo em quarentena

Envie mensagens de carinho para as pessoas, pergunte sobre como elas estão, coisas do dia a dia, isso faz muito bem, lembre-se que o isolamento apenas é físico.

Evite comentários sobre o Covid-19. 

Seja criativo com demonstrações de afeto.

Faça exercícios em casa mesmo

 

Exercícios  comprovadamente liberam endorfinas que ajudam a relaxar e diminuir a ansiedade, ajudam no sono, inclusive a nos alimentarmos melhor.

Existem muitas formas de fazer exercícios em casa, desde um treino funcional até mesmo um simples alongamento, mas procure não exagerar.

Aprenda o que é necessário sobre a prevenção da doença e siga em frente. 

 

 

Em quarentena, mantenha suas mãos sempre lavadas com muita água e sabão. Devido a certa escassez no mercado, e a certo abuso de preços, utilize o álcool gel somente quando necessário, ou seja, assim que retornar a casa após ir ao mercado: peça a alguém que higienize suas mãos, sacolas, volante e maçaneta da porta do carro.

A vida continua igual, perceba que nada mudou do que deveria ser em relação a hábitos de higiene. Sempre soubemos que não podíamos coçar os olhos ou levar as mãos sujas em nossas bocas.

Sempre nos foi ensinado que devemos proteger ao espirrar ou tossir.

Então estamos tornando mais conscientes hábitos salutares que talvez antes não dávamos tanta atenção.

Tudo passa, até mesmo esta crise vai passar

Em decorrência da real necessidade de isolamento, diversos serviços estão sendo cancelados ou adiados, afetando muitos atendimentos presenciais, incluindo os psicológicos. Alternativas para continuar ou iniciar um tratamento psicológico e a mais acessível e prática no momento é sem dúvida a online.Este modelo tem a vantagem de permitir fazer a terapia de onde você estiver, e no horário que lhe for melhor.

Com certeza passaremos por isso juntos!!!

Como vencer o cansaço mental

Quantas vezes fomos incapazes de criar e ter novas ideias? Surpresos por não conseguir desenvolver um pensamento linear? O cansaço nem sempre é físico, e muitas vezes a fadiga mental nos impede de ir além das atividades rotineiras. Os pensamentos podem ser positivos, criativos, negativos e desnecessários. Uma pessoa saudável, realiza cerca de 50.000  destes pensamentos ao dia, o que se estivermos mentalmente cansados, dificilmente manteremos o foco.

 

O que é foco?

Steve Jobs, sempre nos disponibilizou coisas magníficas, desde a área de tecnologia até citações. No período em que adoeceu, ele escreveu muitos textos interessantes que foram divulgados na mídia. Algumas sobre suas reflexões de vida, e dentre essas citações houve uma sobre nosso tema e que fez muita gente refletir. 

Disse Jobs: – Foco é dizer não.

 

O que são pensamentos ruminantes?

Pensamentos ruminantes, são pensamentos bloqueadores que afetam nosso autoconhecimento. Geralmente estão ligados a pensamentos do passado, gerando incerteza e angústia e esgotando nosso cérebros.

Conflitos internos, dúvidas e falta de adaptabilidade geram em nós inflexibilidade de pensamentos e dificultam nosso enfrentamento aos problemas do dia a dia. 

É importante compreender que flexibilidade mental é aceitar que nem tudo que planejamos vai sair a risca. Imprevistos e dificuldades sempre vão existir, e aceitar esta possibilidade é saber encarar as mudanças de forma mais otimista e com menor frustração, colocando suas chances de entrar em estafa mental bem menores.

 

A sociedade do cansaço

 

“Em um livro de filosofia coreana chamado: Sociedade do Cansaço, publicado no Brasil em 2015 pela editora Vozes, Byung-chul Han aponta como causas de fadiga o excesso de  estímulos e a coerção do próprio indivíduo para com si próprio.Patologias neurais – como depressão, transtorno do déficit de atenção com síndrome de hiperatividade (TDAH), Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), ou Síndrome de Burnout (SB). Serão as doenças que definirão o século XXI”.

 

O filósofo aponta também que todas estas doenças nascem a partir de uma coisa em comum: O excesso de positividade. Para Han, a sociedade do século XXI não é mais a sociedade disciplinar, mas uma sociedade do desempenho.

 

Como saber se estou com cansaço mental?

  • Falta de controle das emoções

Segundo estudos Maltew Walker, neurocientista do transtorno do sono, um cérebro cansado é 60% mais propenso a reagir de forma descontrolada frente a situações negativas. Então, surtos de raiva, choros descontrolados, frustrações  fazem parte de uma labilidade emocional que levam ao descontrole emocional. 

 

  • Insônia e esgotamento físico

É científico que dormir mal provoca efeitos negativos em todo o corpo, inclusive de forma cognitiva. Estar cansado mentalmente dificulta um sono reparador e de qualidade.

 

  • Falta de concentração

Falta de foco, energia e interesse ficam cada vez mais frequentes, tornando-se inclusive um hábito. Esquecer coisas simples como o nome de uma pessoa ou onde deixou algum objeto acabam sendo rotineiras.

 

  • Falta de energia

A lentidão e inércia acabam tomando conta de nosso corpo. Frequentar uma academia ou começar uma atividade ou projeto  diferente viram em procrastinação.

 

7 formas óbvias de lidar com o cansaço mental

Todas as pessoas estão sujeitas a stress e frustração, e aqui vão 7 formas óbvias de lutar contra esta armadilha.

  1. Dieta saudável e equilibrada
  2. Faça exercícios físicos
  3. Exercite a criatividade
  4. Escreva sobre as coisas que te incomodam realizando perguntas para você mesmo.
  5. Não guarde suas preocupações só para você
  6. Administre tempo de trabalho e lazer no dia a dia
  7. Tenha algum profissional que ajude a cuidar de você, seja no âmbito de saúde emocional ou física. 

 

O caminho é criar uma reflexão e conscientização das medidas que precisamos tomar, para não cairmos nas armadilhas mentais que prejudicam tanto nosso organismo e saúde.

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Não trace objetivos sem entender a importância de Mente Sã e corpo São

Quantos objetivos você traçou para este ano? Provavelmente aquela lista de livros que estão em sua meta, a academia que você não irá faltar, talvez um novo emprego ou começar um novo empreendimento, guardar dinheiro para aquela viagem dos sonhos ou aquele carrão que você tanto deseja ou simplesmente ficar mais com os filhos e família.

Além de todas as metas pessoais, precisamos dar conta das responsabilidades do dia a dia, e talvez cuidar de tudo e de todos, mas  quem cuida da gente?

Desde 2014, a Campanha Janeiro Branco vem buscando chamar a atenção das pessoas para a importância de temas como “saúde mental”, “saúde emocional”, “psicoeducação”, “educação emocional”, “subjetividade humana”, “sentido da vida”, “relações saudáveis” e de tudo o mais que vise a promoção do bem-estar psíquico e da qualidade de vida.

Você cuida da sua paz interior?

Paz, calma, fé e alegria são pensamentos positivos essenciais para a nossa qualidade de vida e bem-estar, tanto físico quanto mental. Os bons sentimentos ajudam na homeostase dos nossos órgãos, gerando mais força, ânimo e energia para o dia a dia.

A frase em latim “Mens sana in corpore sano” foi dita por um poeta romano chamado Juvenal, durante o primeiro século antes de Cristo. Essa frase significa “mente sã em corpo são” .O corpo e mente estão conectados, influenciando um ao outro continuamente, seja para  as boas coisas da vida, ou para o mal.

A Medicina Tradicional Chinesa também ensina esta relação das emoções com os órgãos. Cada órgão possui uma emoção relacionada, afetando de forma positiva ou negativa em nossa saúde. Já não é novidade que práticas como acupuntura e meditação, também ajudam a manter uma saúde mental mais harmônica.

Mas para isso faz-se necessário dar pausas para diminuirmos a pressão interior, que no fundo somos nós mesmo que criamos e  nos impomos. 

“Segundo dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, em 2019 o Brasil se tornou o país com o maior número de pessoas que sofrem de ansiedade – 18,6 milhões de brasileiros, o que corresponde a 9,3% da população – e 2020 é o ano em que a depressão será a doença mais incapacitante em todo o mundo”.

Aspectos da vida humana como: o biológico, o psíquico, o social e o espiritual devem nos alertar para um autocuidado e auto compreensão, pois somos seres sistêmicos, e isso implicará diretamente em nossa qualidade de vida.

Hábitos saudáveis como: boa alimentação, sono em dia, prática de esportes são essenciais para saúde mental. Não  há como separar a saúde mental dos cuidados corporais bem como do cultivo de bons relacionamentos sociais e da atenção com a sua espiritualidade. Mas as vezes só isso também não basta. Determinadas circunstâncias vão exigir ajuda profissional para alcançar um estado de equilíbrio, bem-estar e satisfação na vida, mesmo com todos  os desafios.

Sempre esteja atento a você mesmo, as suas auto necessidades, se for preciso pare, não hesite em procurar ajuda caso ache necessário, revise suas metas e divida em metas de curto prazo (1 semana), metas de médio prazo (1 a 2 anos) e metas de longo prazo ( de 5 a 10 anos), isso fará com que você não se pressione tanto por algo que possa ser inalcançável em um curto espaço de tempo.

E o mais importante: lembre-se que nosso corpo fala, reclama.

 

Como desenvolver Inteligência Emocional?

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Para desenvolver a inteligência emocional, é necessário desenvolver a capacidade de conhecer e controlar melhor as emoções, isso nos permite alcançar nossos objetivos com mais facilidade, sejam eles profissionais ou pessoais. Desta forma, este quociente emocional, é a chave para o sucesso e crescimento das pessoas.

A falta de controle sobre suas emoções, pode fazer com que não reconheça as próprias fraquezas, trazendo desconfiança de emoções próprias e incapacidade de entender ao outro. Também pode fazer que sejamos inconstantes, e fujamos de nossas metas e responsabilidades, em momentos de estresse, podemos perder a sensibilidade no trato com amigos e familiares.

Em tudo que fazemos e realizamos na vida, ativamos nossas emoções. Com um maior controle de nossas emoções, encontramos recursos de gerenciamento para sermos prudentes, intuitivos e racionais.

Pessoas emocionalmente inteligentes conseguem se conhecer e entender melhor o que outras pessoas estão sentindo. A partir disso, ter sucesso e satisfação em todas as áreas da vida, de uma forma mais consciente e equilibrada, fica mais fácil.

Desenvolvendo autoconhecimento

Essa é uma fase essencial para que você encontre equilíbrio. De nada adianta se lançar a novas fases, com complexos desafios profissionais e pessoais, se você não se conhece. Um caminho seguro é a terapia, com um bom profissional de psicologia. O autoconhecimento surge quando investigamos nossas ações e reações. Sendo sincero durante este processo é possível avaliar nossas habilidades e pontos a serem melhorados.

Como reagimos em cada situação? O que sentimos e como poderíamos agir de outra forma, caso percebamos ser preciso mudar.

Estudando nossas emoções, podemos analisar quando e como elas surgem para determinar como afetam nossas decisões.

Elas comprometem nossa vida pessoal e profissional?

Quantas vezes agimos totalmente dominado pelas emoções? Quais foram as consequências?

Seja sincero consigo neste processo de autoconhecimento, a sinceridade possibilitará que tenha condições de avaliar suas habilidades sem mascarar defeitos e problemas dos quais possa se esquivar e que já estão incutidos nas situações.

Desenvolvendo autocontrole

Só conseguimos encontrar o controle sobre nossas ações se nos conhecermos bem, se pudermos antecipar decisões baseadas em nossas emoções.

Aprendendo a administrar nossos impulsos, desenvolvemos condições de nos adaptar às diversas situações que nos são apresentadas no dia a dia. Como parte do autogerenciamento, podemos pensar sobre qual teria sido a melhor reação, como poderíamos ter agido para evitar o problema e alcançar um resultado melhor.

Para desenvolver autocontrole é necessário nos flexibilizar em momentos de pressão. Somente com a mudança de comportamento será possível atingir objetivos desejados.

Desenvolvendo motivação

Motivação é um agente modificador, serve para andar em direção ao objetivo que se pretende alcançar. Desenvolver atenção plena e manter o foco é essencial para desenvolver e melhorar o rendimento sem se dispersar e desanimar quando surgirem os primeiros obstáculos. Saber se motivar, é encontrar formas de ter o melhor comportamento diante das dificuldades. Não tenha medo de fracassar, pois ele é apenas um resultado temporário. Foque no futuro, trabalhando sempre em busca do sucesso. Saber lidar com nossas falhas, são fatores decisivos para alcançar nossos desejos, sejam eles quais forem.

Para encontrar motivação, pergunte-se constantemente o que precisa fazer para atingir seu objetivo, e o que podemos fazer para superar nossos obstáculos e desafios, sem ter medo de perder ou ganhar.

Entregar-se facilmente aos desafios, sem motivação e se deixar levar por uma rotina sem propósito, poderá te levar à depressão. Para evitar este caminho de ciladas, sem levar a lugar nenhum, certifique-se do seu real objetivo e construa um caminho positivo até ele.

Desenvolvendo relação e conhecimento sobre outras pessoas

Somos seres sociais, precisamos de interação com outras pessoas. Seja qual for seu interesse: network, negócios, amizades, um namoro, sempre há uma troca, e sempre necessitamos da aceitação de pessoas, muitas vezes, completamente diferentes de nós. O importante é entendermos que devemos nos preocupar em reduzir tensões desnecessárias, especialmente para evitarmos conflitos.

Perder a cabeça, raramente se torna produtivo e positivo, isso acaba levando a uma perda de tempo, constrangimento, e deixando objetivos sinceros de lado por conta de interpretações, que muitas vezes, podem ser contornadas por atitudes comportamentais diferentes. Entender e perceber como as pessoas próximas se sentem e se comportam, fortalece os relacionamentos e ajuda a aumentar sua Inteligência Emocional. Compreender os sentimentos das outras pessoas é o primeiro passo para criar uma proximidade maior e conquistar a confiança de alguém, fazendo com que a relação seja mais equilibrada.

Perceber as qualidades, talentos, comportamentos e dificuldades das pessoas é uma oportunidade de verificar se suas crenças internas não estão baseadas em preconceito e devem ser ressignificadas.

Desenvolvendo Liderança

Nas habilidades de um líder estão: carisma, paciência, respeito, disciplina e a capacidade de influenciar os demais. Liderar é saber gerenciar conflitos e personalidades diversas, administrar disputas internas, construir alianças positivas e colaborar com o trabalho de todos. Habilidades de liderança devem ser desenvolvidas a partir de nossas próprias emoções.

5 dicas para evitar a procrastinação e melhorar o gerenciamento do seu tempo

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A procrastinação é o padrão comportamental de adiamento de tarefas e inação, resulta em um dos principais obstáculos para melhorar o desempenho e alcançar metas. Identificar fatores subjacentes que mantêm o problema são formas eficazes de lidar com a procrastinação.

As principais causas da procrastinação:

Ansiedade: resultado emocional de perceber a tarefa como uma ameaça para sua autoestima.

Baixa tolerância à frustração: refere-se a perceber-se incapaz de suportar frustrações, atividades difíceis ou entediantes, sentimentos desconfortáveis, entre outros.

Rebeldia: a pessoa adia a realização da tarefa como forma de expressar raiva pela pessoa que a delegou ou propôs.

Outros tipos de procrastinação:

– Sonho: metas irrealistas.

– Preocupação: teme que o resultado não corresponda ao esperado.

– Crise de último minuto: relaciona-se com a crença de que o indivíduo trabalha de forma mais eficaz sob pressão.

– Desafiador: a pessoa adia tarefas de maneira agressiva para que os outros vejam que não estão no controle dela.

– Excesso de tarefas: incapacidade de estabelecer prioridades e delegar, o que leva a trabalho extra e adiamento de atividades.

Para se gerenciar o tempo, é necessário gerenciar emoções. O gerenciamento do tempo com base apenas na identificação de tarefas importantes e prioritárias não é o suficiente para que se consiga sustentar uma nova atitude em relação a como utiliza seu dia. O que está por trás do mau uso do tempo são questões emocionais. Se as emoções não são gerenciadas, dificilmente ocorrerá mudanças de hábito e comportamento. O gerenciamento de tarefas depende de como a pessoa se autogerencia.

5 dicas para evitar a procrastinação e melhorar o gerenciamento do seu tempo.

  1. Escolha de atividades com base em sua importância;
  2. Alinhe as atividades com metas e valores;
  3. Faça suas atividades em momentos do seu dia que tenha mais foco e motivação;
  4. Examine suas crenças subjacentes;
  5. Estabeleça um plano de ação e sistematize;

A psicologia pode contribuir com a reflexão de assumir um novo diálogo interno, encorajando-se elementos mais flexíveis e lógicos que caracterizem o novo repertório que será construído.

Sobre o Estresse

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Estresse é a reação do organismo a um agente estressor que inclui componentes fisiológicos e cognitivos.

Nosso organismo sofre a síndrome de adaptação geral que compreende três fases: alarme, resistência e exaustão.

Alarme: o organismo reage tanto lutando quanto fugindo (ou paralisando) por meio da ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-suprarrenal (HHSR) e da secreção de cortisol.

– Resistência: é mobilização da reação à ameaça, durante a fase da resistência o organismo tenta lidar ativamente com o estresse, mobilizando recursos, energia e o comportamento para resolver ativamente os problemas enfrentados. Após a mobilização contínua de recursos e o manejo, o organismo começa um processo de descompensação.

 – Exaustão: marcada por falha das respostas defensivas e de manejo, problemas digestivos, fadigas, agitação, insônia e irritabilidade.

O estresse ativa o Sistema Nervoso Simpático (SNS) levando a uma liberação de noradrenalina que estimula os órgãos, intensifica os processos respiratórios e o ritmo cardíaco, aumenta a força e a energia disponíveis para os músculos e prepara o organismo para lutar e fugir.

O Sistema Símpático Adrenomedular também ativa adrenalina e noradrenalina afetando de forma redundante o ritmo cardíaco, transpiração, força muscular e outras funções. (Aldwin, 2007; Gevirtz, 2007).

O eixo HHSR é ativado de forma lenta em resposta ao estresse. Ativa primeiramente o hipotálamo, que secreta hormônio liberador de corticotrofina, que, por sua vez estimula a hipófise, liberando hormônio adrenocorticotrófico o qual ativa o córtex suprarrenal e libera corticosteroides.

Esta atividade prolongada suprime os sistemas imunes, causa exaustão ao indivíduo e pode resultar em maior vulnerabilidade a doenças.

O senso de urgência pode ter um impacto grave no estresse. A sobrecarga de compromissos, e a dificuldade de priorizar tarefas, dificuldade de largar uma tarefa para assumir outra, múltiplas tarefas e enxergar o tempo como insuficiente geram respostas imediatas de apreensão, pânico e emergência.

O processo que compete dentro do corpo com a reação do estresse é a reação de relaxamento. Relaxar significa ativar o Sistema Nervoso Parassimpático (SNP), colocando um freio nas mudanças fisiológicas que acompanham a reação de luta ou fuga.

A reação de relaxamento pode ser ativada por exercícios de relaxamento, meditação, esportes, massagem, acupuntura e etc.

A terapia tem um papel importante na identificação e ressignificação dos agentes estressores,  desta forma buscando estratégias para redução do estresse e melhora na qualidade de vida do paciente.